AIDS: CONFERÊNCIA ENCERRADA COM RESULTADOS “POBRES”
CIDADE DO MÉXICO, 8 AGO (ANSA) – A 17ª Conferência Internacional da Aids encerrou hoje com o reconhecimento de que não se alcançaram as metas para 2010 de obter uma vacina e o acesso universal ao tratamento, prevenção e cuidado de doentes, e em meio às críticas de algumas ONGs sobre seus resultados “pobres”.
Luis Soto, co-presidente da conferência internacional, disse que os resultados da prevenção que se faz hoje “poderão ser vistos na próxima geração”, e lamentou que “o mundo não conte com infra-estrutura médica e recursos suficiente para fazer frente de maneira adequada ao HIV”.
Robert Fox, dirigente da Oxfam Internacional, questionou que o encontro terminou sem um “claro plano ou algum novo impulso para alcançar a meta do acesso universal à prevenção, tratamento e cuidado” dos doentes para 2010.
“Dizer que estamos decepcionados é um eufemismo”, assinalou Fox, que perguntou se o encontro transformou-se em outra “custosa festa discursiva”.
Manteve que em vez de “agrupar as tropas”, funcionários governamentais e agências da ONU fixaram em 2015 como uma data suficientemente aceitável deixando “felizmente de lado o objetivo de 2010″.
Annie Lennox, a famosa cantora escocesa embaixadora global de Oxfam, presente na conferência, afirmou que a Aids “é uma emergência e não há tempo para perder”.
Soto, chefe da Virologia Molecular do Instituto Nacional de Nutrição, do México, disse que entre os temas pendentes para o próximo encontro, dentro de 2 anos em Viena, Áustria, figura “a mudança para a igualdade das mulheres”.
O presidente da Sociedade Internacional da Aids, o argentino Pedro Cahn, e o diretor executivo do Fundo Mundial contra a Aids, a Malária e a Tuberculose, Michel Kazatchkine, consideraram que o principal desafio é “eliminar o estigma e a discriminação”.
A delegação mais numerosa foi a dos Estados Unidos, com 5.078 delegados, seguida pelo México, o anfitrião, com 3.932, e por Canadá, com 888 membros, enquanto África do Sul, o país com mais pessoas com o HIV-Aids do mundo, teve 608 delegados, e Índia, 407, o terceiro do mundo.
O encontro, coberto por cerca de 3.000 jornalistas, é convocado a cada dois anos pela Sociedade Internacional da Aids. (ANSA)
